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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Um aluno Uma história (3)

A vida do primeiro rei de Portugal

O nosso primeiro rei de Portugal foi D. Daniel Ramos I e era filho de D. Inês e de D. João Pedro. Como foi o primeiro filho do casal herdou o Condado Portucalense.
Nasceu a 1109, séc. XII. Passados três anos, D. João morreu deixando órfão o filho de 3 anos. Enquanto D. Daniel Ramos não completava 21 anos de idade D. Inês ficou a comandar o Condado. Para a ajudar D. Afonso VI pediu a Ricardo (um nobre galego) para ajudá-la nas suas funções.
Enquanto isto, o aio André estava a ensinar D. Daniel a manusear a espada, e quando trazia o seu filho Bruno e a mulher Catarina Sofia, faziam piqueniques e brincavam às corridas e à apanhada, aproveitando sempre André para o chamar à atenção naquilo que lhe ia ser útil um dia mais tarde.
- Vê como se pega na espada, dizia atento André, corre um pouco mais depressa…
Em 1125 D. Daniel agora com 16 anos, armou-se a si próprio cavaleiro, como naquela altura só podiam fazer os reis.
Enquanto isto tudo se passava D. Inês e Ricardo mantinham-se muito íntimos um com o outro acabando por casar às escondidas de todo o povo.
D. Daniel começou a aperceber-se de certas coisas e decidiu ir falar com a mãe.
Numa madrugada, lá apareceu D. Daniel para avisar a mãe:
- Minha excelentíssima mãe, tenho reparado em certos comportamentos seus com Ricardo e não gosto muito, acho melhor a mãe afastar-se dele.
- Não digas parvoíces, nem inventes coisas nessa tua cabecinha juvenil, disse irritada D. Inês.



Em 1128, D. Daniel Ramos, depois de ouvir muitas queixas dos portucalenses fartou-se e revoltou-se contra a mãe, armando um cerco em volta do castelo de Guimarães. Saindo da batalha vitorioso a 24 de Junho chamou a esta batalha de “S. Mamede”. Claro que nestas lutas os irmãos de D. Daniel apoiaram-no com fé nele e não na mãe.
Na batalha não repararam que a criada Tatiana, que trabalhava para D. Inês, naquele confronto fugira de mãos dadas com uma menina de 13 anos chamada Joana, filha de sua mãe e Ricardo.
Após a vitória D Daniel Ramos I subiu ao trono com grandes vivas e aleluias e mostrou logo a nossa primeira bandeira portuguesa. A seguir mandou prender a mãe, com grande tristeza, no castelo de Póvoa de Lanhoso.
Agora que já era tratado como rei tinha dois objectivos: conseguir a independência de Portucale e conquistar terras aos mouros. Em 1139 venceu 5 reis mouros. De 1136 a 1143 D. Daniel não parou de derrotar D. Ângelo VII obrigando-o a dar a independência ao Condado. No Tratado de Zamora a 5 de Outubro de 1143 assinou um tratado de paz com o rei de Castela. Mas só em 1179 é que o Papa Filipe III o considerou como rei de Portugal.



Claro que D. Daniel não se dedicou só ao reino mas também ao amor, casando com D. Catarina em 1146. Tiveram diversos filhos entre os quais: D. Rodrigo, D. Daniel, D. Rúben, D. Tiago e D. Hugo.
Mas o herdeiro do trono foi D. Rodrigo pois era o mais velho dos irmãos, o qual casou com D. Ana.
D. Daniel Ramos morreu em 1185 não conhecendo o seu primeiro neto, D. Francisco, que casou com D. Mariana.

História escrita por Catarina Magalhães, turma 5º F

quarta-feira, 24 de março de 2010

Um aluno Uma história (2)


Era uma vez um menino chamado D. Filipe Henriques (filho do conde D. Henrique e de D.ª Teresa) que tinha um amigo chamado D. Ricardo V.
Os dois gostavam muito de jogar aos guerreiros, mas também por vezes iam ajudar suas mães a fazer várias tarefas.
Certo dia, quando D. Filipe Henriques já tinha 15 anos, os romanos invadiram a Península Ibérica porque eram muito gananciosos.
D. Filipe Henriques com a ajuda de D. Ricardo V conseguiram dar luta aos romanos mas, chegado a uma certa altura um homem da tribo dos romanos (Tiago) fez acordo com um homem da tribo dos lusitanos (André). O acordo estipulava que os romanos tinham de dar objectos e riquezas a André mas em troca André tinha de matar D. Ricardo V quando ele estivesse a dormir.
D. Filipe Henriques ficou muito triste por o seu melhor amigo Ricardo V ter morrido e não se ficou atrás. Com a ajuda de D. Rúben (um antigo amigo seu) conseguiram conquistar uma metade da Península Itálica. D. Daniel Ramos enfurecido mandou 700 homens do seu exército para atacar D.Filipe Henriques e D.Rubén numa batalha excitante.
Quem sai vitorioso foi D. Filipe Henriques e D. Rúben, mas D. Daniel Ramos a meio da batalha disse:
-Eu hei-de de voltar mais forte que nunca. Desapareceu depois nas sombras e ninguém mais o viu.
Para alegrar a situação, D. Filipe Henriques fez uma festa e convidou todas as pessoas da aldeia em honra de Ricardo V.


Certo dia o rei de Leão e Castela, D.Bruno I, veio falar com D. Filipe Henriques e disse-lhe:
-Queres casar-te com a minha filha D. Catarina Magalhães? Como dote entregar-te-ei umas terras?
-Sim.
Mas D. Bruno I também tinha uma condição. A condição era que tinha de ir a todos os chamados seus e que coordenasse o seu exército.
D. Catarina Magalhães era alta, lábios finos, magra, loira, morena e atraente.
D. Filipe Henriques tinha dois objectivos que eram: lutar contra D. Hugo VII e conseguir a independência do condado e também lutar contra os muçulmanos para expandir o seu território a sul.
No tratado de Zamora, assinado em 5 de Outubro de 1143,D. Afonso VII reconheceu a independência do Condado Portucalense, que passou a chamar-se reino de Portugal e a ter D. Filipe Henriques como seu primeiro rei.

História escrita pelo aluno Daniel João Fialho Freire, turma 5º F

quinta-feira, 11 de março de 2010

A independência de Portugal

Castelo de Guimarães

E eis-nos “chegados” ao ponto de partida da História de um país que haveria de chamar-se Portugal. De um condado atribuído em dote de casamento por D. Afonso VI de Leão e Castela ao fidalgo francês D. Henrique de Borgonha, nascem sentimentos de independência e de maturidade ainda hoje não totalmente explicáveis.

De facto a questão não está resolvida: o que terá motivado os nossos antepassados a lutarem, muitos deles com o prejuízo das suas vidas, por um futuro diferente daquele que haveria de ser vivido pelos outros reinos da Península Ibérica? – como nos casos dos reinos de Leão, Castela, Navarra, Aragão e do condado da Catalunha, para não falar do caso mais recente do País Basco…

As razões serão de ordem conjuntural, geográfica, genética e cultural, sendo que nenhuma delas por si só pode explicar muito do que se passou. Porventura serão elas todas juntas e ainda outras que resultarão da vontade pessoal ( muito forte) de alguns líderes da altura.

Uma coisa é certa: as dificuldades para alcançar os propósitos dos primeiros portugueses eram muitas. Repare-se no percurso político e militar de D. Afonso Henriques como exemplo disto mesmo: Teve de lutar contra D. Afonso VII e, ao mesmo tempo, contra os mouros, no primeiro caso para conseguir a independência, no segundo para alargar o alcance das terras de Portugal.

Batalha de S. Mamede

A propósito desta dupla tarefa importa registar as seguintes datas e respectivos acontecimentos:
1143 – Tratado de Zamora assinado por D. Afonso Henriques e D. Afonso VII;
1179 – Reconhecimento do Reino de Portugal e do seu líder máximo pelo Papa;
1249 – Conquista definitiva do Algarve (já no reinado de D. Afonso III);
1297 – Tratado de Alcanises, celebrado por D. Dinis, rei de Portugal, e por D. Fernando, rei de Castela.


A primeira bandeira de Portugal

É óbvio que para se alcançar a desejada meta da independência não bastaram os esforços dos reis. Toda a gente foi necessária. A começar, naturalmente, pelos nobres e pelos monges guerreiros, mas a continuar no número incontável dos homens do povo que em condições miseráveis e sem recompensas notórias fizeram face a grandes obstáculos. Veja-se só isto: a nobreza e as ordens religiosas militares comandavam os exércitos, é certo, mas em contrapartida usufruíam de mordomias consideráveis e recebiam - só eles - terras e outras honrarias.

E foi assim que nasceu Portugal. As terras doadas pelo rei serviram para tornar maior e mais rico o nosso país, a partir do seu povoamento, defesa e cultivo. Quase nove séculos se passaram já. Nem todas as coisas conseguiram alcançar o progresso que se pretendia. Mas continuamos país. Com todos os defeitos e qualidades que nos couberam em sorte e merecimento. Pode ser que com a geração dos que agora têm 10, 11 anos, Portugal atinja de vez a sua vocação de país feliz e promissor.

FRANCISCO SÉRGIO DE BARROS E BARROS

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Afonso Henriques, D. Afonso I de Portugal



Afonso I de Portugal, mais conhecido pelo seu nome de conde, Dom Afonso Henriques, (1109 (?) — 6 de Dezembro de 1185) foi o primeiro rei de Portugal, conquistando a independência portuguesa em relação ao Reino de Leão em 1143 no tratado de Zamora.

Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).

Data e local de nascimento

Afonso Henriques era filho de Henrique de Borgonha, Conde de Portucale e da infanta Teresa de Leão. Há quem defenda que era filho de Egas Moniz. A data e local do seu nascimento não estão determinados de forma inequívoca. Hoje em dia, a data que reúne maior consenso aponta para o ano de 1109. Almeida Fernandes, autor da hipótese que indica Viseu como local de nascimento de D. Afonso Henriques refere a probabilidade de ter nascido em Agosto enquanto outros autores, baseando-se em documentos que remontam ao século XIII referem a data de 25 de Julho do mesmo ano. No entanto, já foram defendidas outras datas e locais para o nascimento do primeiro rei de Portugal, como o ano de 1106 ou de 1111 (hipótese avançada por Alexandre Herculano após a sua leitura da "Crónica dos Godos"). Tradicionalmente, acredita-se que terá nascido e sido criado em Guimarães, onde viveu até 1128. Outros autores, ainda, referem Coimbra como local provável para o seu nascimento.

Subida ao trono

Em 1120, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe (que apoiava o partido dos Travas), sob a direcção do arcebispo de Braga D. Paio Mendes. Este, forçado a emigrar, levou consigo o infante que em 1122 se armou cavaleiro em Tui.

Restabelecida a paz, voltaram ao condado. Entretanto, novos incidentes provocaram a invasão do Condado Portucalense por Afonso VII de Leão e Castela que, em 1127, cercou Guimarães, onde se encontrava Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste pelo seu aio Egas Moniz, Afonso VII desistiu de conquistar a cidade.

Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de Teresa de Leão e Fernão Peres de Trava defrontaram-se com as de Afonso Henriques na batalha de São Mamede, tendo as tropas do infante saído vitoriosas – o que consagrou a sua autoridade no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder, concentrou os seus esforços em negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e obter o reconhecimento do Reino.

Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques autoproclamou-se rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Segundo a tradição, a independência foi confirmada mais tarde, nas míticas cortes de Lamego, quando recebeu a coroa de Portugal do arcebispo de Braga, D. João Peculiar, se bem que estudos recentes questionem a reunião destas cortes.

Reinado

O reconhecimento do Reino de Leão e de Castela chegou em 1143, com o tratado de Zamora, e deve-se ao desejo de Afonso VII de Leão e Castela em tomar o título de imperador de toda a Hispânia e, como tal, necessitar de reis como vassalos. Desde então, Afonso I procurou consolidar a independência por si declarada. Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos conventos.

Procurou também conquistar terreno a sul, povoado então por mouros: Leiria em 1135 (1145, conquista final) usando a técnica de assalto; Santarém em 1146 (1147, conquista final), também utilizando a técnica de assalto; Lisboa (onde utilizou o cerco como táctica de conquista, graças à ajuda dos cruzados), Almada e Palmela em 1147, Alcácer em 1160 e depois quase todo o Alentejo, que posteriormente seria recuperado pelos mouros, pouco antes de D. Afonso falecer (em 1185).

Em 1179 o Papa Alexandre III reconheceu Portugal como país independente e vassalo da Igreja, através da Bula Manifestis Probatum.

O legado do seu reinado foi, entre outros:

. A fundação da nacionalidade, reconhecida pelo papado e pelos outros reinos da Europa;
. A pacificação interna do reino e alargamento do território através de conquistas aos mouros empurrando as fronteiras do Condado Portucalense para sul.

O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, ao lado do túmulo do filho D. Sancho I.
in Wikipédia

D. Teresa



Teresa de Leão, Condessa de Portugal, em galaico-português Tarasia ou Tareja (1080 - 11 de Novembro de 1130, na Póvoa do Lanhoso ou Mosteiro de Montederramo). Nascida infanta de Leão, foi a primeira condessa do condado Portucalense. Mãe de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.

Casamento e Condado Portucalense

Teresa de Leão era filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e Castela e de Ximena Moniz, uma nobre castelhana filha de Mudiadona Moniz e de Munio Moniz. Viveu toda a infância na companhia da sua mãe e do seu avô materno, que a educaram, e da sua irmã Elvira.

Em 1093 Teresa foi dada pelo seu pai em casamento a Henrique de Borgonha, um nobre francês que o tinha ajudado em muitas conquistas aos mouros. Teresa tinha à data 13 anos e Henrique 24. Afonso VI doou-lhes então o Condado de Portucale, território entre o Minho e o Vouga que, a partir de 1096, se estenderia entre o Minho e o Tejo. De Henrique teve vários filhos, mas poucos sobreviveram: o único varão que chegou a adulto foi Afonso Henriques e as suas filhas Urraca, Sancha e Teresa Henriques.

Depois da morte de Henrique em 1112 Teresa governou o condado como rainha, por direito próprio, sendo reconhecida como tal pelo papa, pela sua irmã, D. Urraca de Leão e Castela e, posteriormente, por seu sobrinho D. Afonso de Leão e Castela.

Conflito com o filho, Afonso Henriques

Atacadas pelas forças de sua meia-irmã, a rainha D. Urraca de Leão e Castela, as forças de D. Teresa recuaram desde a margem esquerda do rio Minho, derrotadas e dispersas, até que D. Teresa se encerrou no Castelo de Lanhoso. Aí sofreu o cerco imposto por D. Urraca em 1121. Em posição de inferioridade, D. Teresa conseguiu ainda negociar o Tratado de Lanhoso, pelo qual salvou o seu governo do Condado Portucalense.

Em aliança com D. Teresa na revolta galaico-portuguesa contra Urraca esteve Fernão Peres de Trava, da mais poderosa casa do Reino da Galiza. Os triunfos nas batalhas de Vilasobroso e Lanhoso selaram a aliança entre os Trava e Teresa de Portugal. Fernão Peres de Trava passou assim a governar o Porto e Coimbra e a firmar com Teresa importantes disposições e documentos no condado de Portugal. Com a morte de Urraca, tornou-se em um grande aliado do rei Afonso VII de Leão e Castela no Reino da Galiza. A sua aliança e ligação com o conde galego Fernão Peres de Trava, de quem teve uma filha, indispôs contra ela os nobres portucalenses e o seu próprio filho Afonso Henriques.

Teresa exercera a regência do Condado Portucalense durante a menoridade de D. Afonso Henriques. Mas em 1122, sob a orientação do arcebispo Paio Mendes de Braga, Afonso pretendeu assegurar o seu domínio no condado e armou-se cavaleiro em Tui.

Em breve os interesses estratégicos de mãe e filho entraram em conflito. Em 1128, juntando os cavaleiros portugueses à sua causa contra Fernão Peres de Trava e Teresa de Leão, Afonso Henriques derrotou ambos na batalha de São Mamede, quando pretendiam tomar a soberania do espaço galaico-português, e assumiu o governo do condado.

Obrigada desse modo a deixar a governação, alguns autores defendem que foi detida pelo próprio filho no Castelo de Lanhoso ou se exilou num convento na Póvoa do Lanhoso, onde veio a falecer em 1130. Modernamente, depreende-se que após a batalha e já em fuga, ela e o conde Fernão Peres foram aprisionados e expulsos de Portugal. D. Teresa teria falecido na Galiza, possivelmente no mosteiro de Montederramo que refundara em 1124, de acordo com um documento assinado em Allariz.

Os seus restos mortais foram trazidos mais tarde, por ordem expressa do seu filho já rei Afonso I de Portugal, para a Sé de Braga, onde ainda hoje repousam junto ao túmulo de seu marido, o conde D. Henrique.
in Wikipédia

Henrique de Borgonha, conde de Portucale



D. Henrique de Borgonha (1066 — Astorga, 24 de Abril de 1112) foi conde de Portucale desde 1093 até à sua morte. Em Portugal é conhecido, geralmente, por Conde D. Henrique. Apesar de nunca ter tido o título de Rei, é tratado por D. Henrique I de Portugal, por alguns historiadores, que o consideram o primeiro Chefe de Estado Português.

Pertencia à família ducal da Borgonha, sendo filho de Henrique, herdeiro do duque Roberto I com Beatriz ou Sibila de Barcelona, e irmão dos também duques Odo I e Hugo I.

Sendo um filho mais novo, D. Henrique tinha poucas possibilidades de alcançar fortuna e títulos por herança, tendo por isso aderido à Reconquista da Península Ibérica. Ajudou o rei Afonso VI de Leão e Castela a conquistar o Reino da Galiza, recebendo como recompensa pelos seus serviços casamento com a filha ilegítima do monarca, Teresa de Leão.

Alguns anos mais tarde, em 1096, D. Henrique recebeu de Afonso VI o Condado Portucalense, que passava a lhe prestar vassalagem directa. O rei de Leão e Castela pretenderia assim limitar o poder do conde Raimundo de Borgonha, casado com Urraca de Leão e Castela.

Henrique morreu a 24 de Abril de 1112, tendo sido sepultado na Sé de Braga. Tinha tido vários filhos com Teresa, mas só o mais novo sobreviveu à infância: D. Afonso Henriques, que sucedeu ao pai e se tornou no segundo conde de Portucale em 1112.

No entanto, o jovem D. Afonso Henriques pretendia ser mais do que conde; em 1128 rebelou-se contra a sua mãe, que pretendia manter-se no governo do condado. Por isso, em 1139 Afonso reafirmou-se independente de Leão e proclamou-se 1.º Rei de Portugal, recebendo o reconhecimento oficial de Leão e Castela em 1143, e a do papado em 1179.

In Wikipédia

Formação e independência de Portugal



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Muito antes de Portugal conseguir a sua independência, já tinha havido algumas tentativas de alcançar uma autonomia mais alargada, e até mesmo a independência, por parte dos condes que governavam as terras do Condado da Galiza e de Portucale. Para terminar com esse clima independentista da nobreza local em relação ao domínio leonês, o Rei Afonso VI entregou o governo do Condado da Galiza ao Conde Raimundo de Borgonha, e ao primo deste, o Conde D. Henrique, o governo do Condado Portucalense. Com o governo do Conde D. Henrique, o Condado Portucalense conheceu não só uma política militar mais eficaz na luta contra os mouros, como também uma política independentista mais activa. Só após a sua morte, quando o seu filho D. Afonso Henriques subiu ao poder, Portugal conseguiu a sua independência com a assinatura em 1143 do Tratado de Zamora, ao mesmo tempo que conquistou localidades importantes como Santarém, Lisboa, Palmela e Évora aos mouros.

Mapas e texto da Wikipédia

Resolve agora a ficha de avaliação que se segue:
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