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terça-feira, 15 de junho de 2010

O domínio filipino


D.Sebastão morre solteiro e sem filhos. Após uma conflituosa sucessão dinástica, Filipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal nas cortes de Tomar de 1581. Inicia-se então o período em que Portugal esteve unido politicamente a Espanha, durante 60 anos, e que ficou conhecido como "domínio filipino" (reinados de Filipe II, III e IV).

Nessas cortes, Filipe II fez várias promessas:

Respeitar as liberdades, privilégios, usos e costumes da monarquia portuguesa;

Reunir sempre Cortes em Portugal e manter todas as leis portuguesas e a moeda;

Os cargos de governo deveriam ser mantidos por portugueses;

O comércio da Índia e da Guiné apenas poderia ser feito por portugueses;

A língua nos documentos e actos oficiais continuaria a ser o português.


Assim, ficariam acautelados os interesses das classes altas e Portugal e Espanha passariam a ser governadas na forma de União Pessoal, isto é, dois reinos com um só rei.

No entanto aquelas promessas não foram cumpridas por Filipe III e IV.

Para além disso, Espanha estava em guerra com a Inglaterra, França e Holanda e Portugal sofreu com isso. As terras portuguesas em África, no Oriente e no Brasil foram atacadas e os portugueses obrigados a combater por Espanha e a pagar mais impostos.

Por todo o reino surgem então revoltas populares (...) contra os aumentos dos impostos decretados pelo Governo. A intenção destas revoltas era a de depôr a Dinastia Filipina.
O descontentamento do povo alastra à nobreza e à burguesia. A nobreza conspira e prepara uma revolta.
No dia 1º de Dezembro de 1640 um grupo de nobres assaltam o Palácio do Governador em Lisboa e tomam o governo do reino.
Portugal recupera assim a independência e D. João, duque de Bragança, é aclamado rei - D. João IV - iniciando-se a quarta dinastia ou dinastia de Bragança.
Segue-se um longo período de 28 anos de guerra: a Guerra da Restauração.
Preparando-se para a guerra, os portugueses organizaram um exército permanente, construíram fortalezas, estabeleceram alianças com outros países e desenvolveram a indústria de armas.

Só em 1668 terminaram as guerras da restauração com a assinatura de um tratado de paz entre Portugal e Espanha. Esse tratado estabelecia a independência de Portugal e os limites fronteiriços.

in blogue HISTÓRIA E GEOGRAFIA de PORTUGAL da Escola Básica 2.3 Comandante Conceição e Silva

D. Sebastião


Décimo sexto rei de Portugal, filho do príncipe D. João e de D. Joana de Áustria, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554, e morreu em Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578. Sucedeu a seu avô D. João III sendo o seu nascimento esperado com ansiedade, enchendo de júbilo o povo, pois a coroa corria o perigo de vir a ser herdada por outro neto de D. João III, o príncipe D. Carlos, filho de Filipe II de Espanha.

De saúde precária, D. Sebastião mostrou desde muito cedo duas grandes paixões: a guerra e o zelo religioso. Cresceu na convicção de que Deus o criara para grandes feitos, e, educado entre dois partidos palacianos de interesses opostos - o de sua avó que pendia para a Espanha, e o do seu tio-avô o cardeal D. Henrique favorável a uma orientação nacional -, D. Sebastião, desde a sua maioridade, afastou-se abertamente dum e doutro, aderindo ao partido dos validos, homens da sua idade, temerários a exaltados, que estavam sempre prontos a seguir as suas determinações.

Nunca ouviu conselhos de ninguém, e entregue ao sonho anacrónico de sujeitar a si toda a Berbéria e trazer à sua soberania a veneranda Palestina, nunca se interessou pelo povo, nunca reuniu cortes nem visitou o País, só pensando em recrutar um exército e armá-lo, pedindo auxílio a Estados estrangeiros, contraindo empréstimos a arruinando os cofres do reino, tendo o único fito de ir a África combater os mouros.

Chefe de um numeroso exército, (...) parte para a África em Junho de 1578; chega perto de Alcácer Quibir a 3 de Agosto e a 4, o exército português esfomeado e estafado pela marcha e pelo calor, e dirigido por um rei incapaz, foi completamente destroçado, figurando o próprio rei entre os mortos.

Ficha genealógica:

D. Sebastião, nasceu em Lisboa, a 20 de Janeiro de1554; faleceu em Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578; sepultado em 1582 no Mosteiro dos Jerónimos. Morreu solteiro e sem descendência.

in blogue O Portal da História