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terça-feira, 15 de junho de 2010

Não cantam nada... mas vale a pena ver o vídeo pela mensagem e pelas fotografias

Hás-de pedir-nos coca-cola... vais ver o que te acontece!



Vídeo produzido por João Santos, estudante do curso de Património Cultural

Vão vocês que elas são muito caras...



Este documentário tem cinco partes. Se quiserem podem vê-las no Youtube.

Óh Daniela! Vai comprar as pipocas...

Silêncio: vai começar o filme



Trabalho realizado por alunos do Liceu Camões, em Lisboa

Expansão marítima portuguesa (3)

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Expansão marítima portuguesa (2)

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Expansão marítima portuguesa (1)

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Grandes Navegações


Introdução

Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.

Os objetivos

No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.

Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.

Os reis também estavam interessados, tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época (saiba mais em absolutismo e mercantilismo).

Pioneirismo português

Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos : A Escola de Sagres.

Planeamento das Navegações

Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande abismo.
Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.

Navegações portuguesas e os descobrimentos

No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.
Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta", Cabral continuou o percurso em direção às Índias.
Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.

In blogue www.suapesquisa.com

terça-feira, 25 de maio de 2010

Intervalo: é hora de ir comprar as pipocas...


A crise de 1383/85 deve ser entendida como uma espécie de intervalo no filme a que todos estamos a assistir sobre a História de Portugal. E esta paragem era tão necessária para que os guionistas, os realizadores, os actores pudessem repensar os seus desempenhos… Mais, havia actores novos que precisavam de entrar em acção substituindo outros que demonstravam já grande cansaço.
Claro que estamos a falar dos homens e das mulheres da burguesia e do povo que irão ocupar o lugar de estrelas do filme anteriormente protagonizado por elementos do alto clero e da velha nobreza proprietária.
São esses novos actores que vão dar rosto (e corpo, e sangue por vezes) às personagens centrais da parte da história que agora se vai seguir - por sinal a mais extraordinária do filme a que estamos a assistir: a epopeia dos descobrimentos.
Vem aí, com efeito, a época mais gloriosa da História de Portugal. Preparem-se. Agarrem-se aos assentos. Ela vai começar.

Francisco Sérgio de Barros e Barros